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terça-feira, agosto 30, 2011

pra você, Vinícius

Sabe quando você está cansado e resolve dar aquela sonequinha que escapa da hora e acaba virando quase a tarde toda? Pois é, faço isso uma vez na semana e decidi que seria hoje. Acordei com um sorriso nos olhos e querendo me matar por ter dormido demais. Sempre faço isso, apesar de ser rotina. Depois, vejo o quanto sou babaca e rio de mim mesma. E, depois de rir, lembrei de você. 
Não sei se você teve essa sensação algum dia na sua tão curta existência, mas, se teve, acho que sabe o que estou querendo dizer.
A questão é que dormir um pouquinho a tarde faz com que eu fuja desse mundo e encare um só meu - parece clichê mas, ah, Vini, isso é tão bom. - E encarar esse mundo me deixa mais forte pra acordar e enfrentar o de verdade. Você, através de lágrimas e pensamentos confusos, decidiu dormir por mais tempo - para sempre.
Oh, Vini, sinto tanto a sua falta. E não só eu, mas todos que conhecem a sua história. Sei que a vida te dá chicotadas e te sacode até doer, mas é tão necessário ser forte. É quase que resistir à tentação de deixar tudo e encarar um sono profundo.
Sabe, Vini, perdi uma amiga também e amanhã fará nove meses que ela se foi e dói com a mesma intensidade  de nove meses atrás. Lembro das nossas brincadeiras na escola e nas tardes que passava na casa dela. Lembro das sardas que ela tinha nos lábios e do cabelo dourado escuro. Lembro também da dor que ela sentiu em seus momentos finais e do adeus. Da primeira vez que a visitei no cemitério e do botão de rosa vermelha que levei. Falo toda noite a ela como passei o dia e como está a lua. Aliás, está uma noite linda, Vini. Tão linda quanto a noite em que você nos deixou.

Saudades de todos que perdi...

quarta-feira, julho 27, 2011

não há vagas

Enfim, terminei. Cada pedacinho do meu coração fechou para férias. Lembro de uma vez ter visto na Argentina um Casino fechado para férias e achei meio inútil, mas aquela cena jamais saiu da minha cabeça. Agora, como que por impulso, fiz o mesmo. Ele saiu de férias e não tem pretensão de voltar tão cedo. Porque ele cansou de ser chicoteado feito um escravo do tempo da Escravidão. Ele já estava farto e me implorava para prestar atenção nele e o ouvisse. E foi isso que acabei de fazer. Ele estava dilacerado, tadinho, e foi só agora que o percebi, quietinho, quase parando de tanta surra. Tudo culpa minha, culpa do meu orgulho e da minha insensatez. Babaca. Sim, fui uma tremenda babaca em pensar que ele ia curar-se sozinho, sem ficar com nenhuma cicatriz ou marca maior. Ele devia ter me forçado a ser mais racional. Ou emotiva, sei lá. Mas que fizesse isso enquanto era tempo, enquanto talvez ele ainda estivesse vivo para outra. Mas não, acho que agora, definitivamente, ele cansou. E porque teria sido diferente? Todos que tiveram ele, pra quem eu dei meu coração sem pensar e achando que iriam cuidar tão bem dele como minha mãe enquanto eu era pequena - todos eles, covardes, deixaram uma marquinha pequenininha de dor que foi aumentando tanto com o tempo que não pude evitar repará-lo todo dilacerado e triste. Aliás, não sorrio mais, nem um sorrisinho amarelo e isso acaba sendo involuntário... Mas acabou e eu cansei. Porque tudo que é demais cansa e eu acordei assustada com os buracos no meio dele. Assustada comigo. Assustada com o mundo. Quero me recolher, entende? Quero ir para uma ilha deserta e curtir... me curtir. porque isso é uma coisa que não faço à um bom e longo tempo.

"Aprenda uma coisa: Se a vida tá te batendo tanto, é porque tu aguenta, é porque tu é forte."
 
 
ps: dedico este post à Yasmin, do blog Bom Dia Sophia. Seja forte, querida. Para o que precisar eu estou aqui. =)

quarta-feira, novembro 03, 2010

Você me faz tanta falta, menina. Mas eu não admitiria isso, agora que talvez seja tarde demais. Basta eu abrir os olhos e você e seu beijo e seu sorriso e seu amor serão esquecidos. Eu observarei os seus olhos em minha memória, apenas mais uma vez.

Fique com Deus, Fekah. Ele vai cuidar de você, promessa.

quarta-feira, outubro 06, 2010

Existe?

O que significa amar verdadeiramente uma pessoa?
É assim que começa o livro "Querido John", de Nicholas Sparks. Acho que muitos já devem ter ouvido falar, ou ter visto o filme.
Não vou falar resumidamente sobre o livro - sou péssima em resenhas -, mas queria falar sobre o que ele deixa quando você o termina de ler. Sim, sua mensagem, a moral.
Esse é um daqueles livros em que você não consegue largar. Desculpem o clichê, mas é verdade. Eu lia a todo momento; antes de dormir, em frente ao computador, andando de carro e até na escola. Tenho uma queda por esse tipo de livro, confesso.
Mas o final...
Bem, ele me decepcionou.
Decepcionou justamente por mostrar a realidade, com um final não tão feliz como eu esperava.
Decepcionou porque eu esperava aquela fantasia toda, dos felizes para sempre e tudo o mais.
Mas não foi assim. Quando terminei de ler, foi como um choque, uma sacudida para a realidade e para esse mundo que é tão injusto.

Será que existe? Esse amor todo, quero dizer. E não me refiro ao amor fraternal, me refiro ao de um homem e uma mulher.
Tem vezes que vejo aqueles casais de velhinhos e me pergunto se realmenter se amam. Podem ter se amado no passado, quando tinham uma vida livre e eram jovens. Mas e agora? Continuam se amando?
Não me admiro quando nós, adolescentes, trocamos de amores quase como trocamos de roupa. Quando se é jovem tudo é mais fácil, não se tem compromisso algum. Quando vem a responsabilidade e aquele quase "dever" de se casar, você casa com a pessoa que julga amar e vive os primeiros dois meses em pleno amor.
Até que começam as brigas, discussões sem sentido e você percebe que não reconhece mais seu parceiro por quem jurou amar pra vida toda.
Estamos fartos de exemplos assim. Por esse motivo que o divórcio é algo tão comum hoje.
Até hoje, conheço apenas um caso em que se amam perdidamente e me pergunto se isso não é só ficção. Existe, eu sei, mas acho tão difícil e as vezes até irreal.
Amor não tráz dinheiro; sabemos bem. É preciso trabalho e seriedade quando se casa.
Mas será que é tão difícil você amar tanto alguém, e pra vida toda?

terça-feira, agosto 31, 2010

Um presente

Estou tentando aproveitar cada segundo que tenho. Engraçado, nunca me importei muito em aproveitar. Achava tudo isso uma bobagem. Mas agora, que pareço estar cada vez mais perto do fim, tento imaginar como é morrer.
Queria poder saber se é como todo mundo diz, existindo de fato anjos e um lugar sereno esperando por nós.
Ou talvez isso tudo seja somente mais uma superprodução de Hollywood querendo fazer com que vejamos a morte de uma maneira conformada. Mas eu não quero. Eu quero a realidade, por favor.
Não sinto medo. Estou completamente preparada psicológicamente para isso. Pra ser sincera, nunca tive medo, nem receio. É só curiosidade.
Só não quero imaginar muito, talvez eu me decepcione.
A única coisa que sei é que por mais que o Câncer doa muito em mim, ele também me ensinou muito. Foi como se fosse um presente. Um presente que vai custar a minha vida.
Posso estar morrendo aos poucos por fora. Estou fraca e vulnerável, parecendo um papel. Mas por dentro estou viva. Querendo viver tudo que tenho direito. Estou mais viva que muita gente por aí tendo saúde de sobra. E foi porque eu descobri que, quando se está realmente perto de morrer, a pessoa muda. Tem só uma coisa que não concordo; as pessoas deveriam mudar bem antes... Aí sim o mundo seria melhor.

quinta-feira, agosto 19, 2010

Pedaços

Aposto que a maioria dos meus amigos estão se refrescando dentro de uma piscina ou tomando banho de sol. Mas eu estou aqui, trancada, presa.
Lá fora está tudo tão quente, e aqui dentro de mim, tão frio. É bom lembrar do passado, das lembranças boas. Por mais que tudo machuque agora, é bom.
Verão passado foi tudo tão diferente. Tão mais alegre. Talvez seja porque eu tinha ele comigo. Ele. Que faz minhas sinapses neurais paralizarem até hoje.
Por um momento estive preparada para o que viesse. Mas não bastou cinco minutos para que minhas fraquezas viessem à tona mais uma vez.  Desejei que meus olhos não me traíssem. Que meu coração continuasse no mesmo ritmo. Que minhas mãos não demonstrassem o que se passa dentro de mim.
Tudo em vão.
Bastou a sua chegada para que minhas certezas caíssem por terra. E lá estava eu, com todos meus defeitos. Lá estava eu, completamente entregue a ele. Não tinha mais armas para lutar, nem argumentos.
Ele fez com que eu acreditasse em tanta coisa... tanta coisa que hoje não existe mais.
A mentira perfeita estava esperando por mim. Pedaços meus ainda não se acostumaram. Pedaços meus estão com ele e não voltarão mais.

sábado, agosto 14, 2010

Querido Josh,

A vida é feita de grandes momentos, grandes encontros e fatos que acontecem inesperadamente e que dão um novo rumo e sentido em nossas vidas.
Você chegou até mim em um dos momentos mais dífíceis. Mas quando eu olhava pro lado, era lá que estava você, em silêncio, esperando que eu desabafasse e fosse direto para seus braços. Isso o tornou uma das pessoas mais importantes pra mim.
Por favor, me desculpe por toda essa fraqueza. Mas você precisa entender, eu não conseguiria falar tudo isso olhando em seus olhos e vendo neles tanta tristeza. Uma tristeza que poderia ser evitada se eu tivesse te contado tudo antes. Quero que você veja meu lago agora. Tem vezes que parece tudo tão perfeito. Mas é tudo uma ilusão. Você precisava ser amado e eu estava tão frágil que tudo aconteceu sem ninguém planejar. Só que agora, você está bem. Não precisa mais de mim, sei que não.
Vai dizer que às vezes tudo que você queria não era me guardar pra sempre com você? Eu sei que sim. Então pare de mentir pra você.
Acontece que, assim como já disse, cansei dessa enrolação. Quero que você pense bem no que está acontecendo entre nós. Quero que você viva sua vida junto de alguém que corresponda suas vontades, seus desejos. Pense, Josh. Pense com a razão.

Com amor,
Margareth.

sábado, julho 10, 2010

Nunca vai embora


Quando a tarde estava desbotando no céu, dando lugar a pequenas pinceladas de escuridão, ela voltou para casa.
Girou com cautela a chave na fechadura um tanto enferrujada e entrou. Tirou o sapato de salto alto, largou a bolsa em um lugar qualquer e foi em direção ao seu quarto. Quando entrou, uma onda de saudade a invadiu.
Saudade da tarde maravilhosa que teve. Saudade de talvez esse dia ter sido o único feliz com ele.
Quando entrou no quarto vazio e arrumado, ela sentiu medo. Sim, medo. Um medo enorme de talvez não ter aproveitado o dia como deveria, de talvez não ter dito tudo que ela ensaiara dias antes e que simplesmente desapareceram quando ela o viu de longe.
Olhou para o papel de parede do celular: era uma foto deles dois. Depois disso, foi impossível não conter as lágrimas nos olhos. Foi tão impossível quanto como uma criança chora ao ver que seu desenho animado preferido não vai mais ao ar.
Ela sentou na beira da cama impecavelmente arrumada e respirou fundo. Lembrou-se de quando o viu e quis desaparecer no mesmo instante. De quando ele a beijou intensamente. Lembrou-se das gargalhadas, dos sorrisos tímidos, das promessas de amor, das piadas...
Lembrando de tudo isso, ela decidiu parar de chorar. Parar e só guardar na memória esses momentos perfeitos que teve com ele. Talvez guardando eles, isso nunca fosse embora e ela poderia sempre viver esse dia.
Abraçando o celular contra seu peito, ela dormiu feliz. Porque sabia que a lembrança do dia que viveu, nunca irá embora.

quinta-feira, julho 01, 2010

Frio como o inverno

Vento congelante.

Fim. Acabou como quando você termina uma deliciosa barra de chocolate. Nunca imaginei que isso aconteceria comigo.
O destino está rindo de nós agora. Ele brinca conosco como se fôssemos duas marionetes, imunes à dor ou a qualquer outro sentimento...

Frio interminável.

...Éramos tão próximos, tão unidos. Mas, como de costume, o destino resolveu interferir, nos separando por um tempo indeterminado. Ou até talvez para sempre...

Pingos de chuva escorrendo pela janela, como lágrimas.

 ...E quando me lembro de todos aqueles momentos inesquecíveis, me desfaço em lágrimas. Você pode tentar colocar uma pedra e ordenar seu cérebro à esquecer toda nossa história. Você pode até implorar. Saiba que de nada adiantará, pois o que houve entre nós, nada apaga. E é como a barra de chocolate, você ainda sente o gosto, mesmo tendo acabado. São lembranças que o tempo não pode mudar para satisfazer um capricho seu, desculpe.

quinta-feira, junho 10, 2010

Quando o amor bate à nossa porta

Dear diary,

A coragem está acabando contra a minha vontade. Me conheço e sei que não conseguiria dizer tudo que estou planejando. Por que será? 
Eu deveria estar escrevendo uma carta à ele agora. Mas simplesmente não consigo.  Faltam palavras, coragem e vergonha na cara.
Odeio meus sentimentos, eles são involuntários e eu odeio isso com todas as minhas forças. Se eu desejar bem, bem forte, tudo isso se apaga? Se eu guardar em um lugar onde nem eu lembrarei depois, lá no fundo da alma, vai acabar? Por favor, diga que vai, porque não aguento mais isso tudo. Não quero mais suar frio quando o vejo, nem corar quando nossos olhos se encontram. Quero me ver livre. 
Só que uma boa parte de mim, eu diria que a maioria, o quer por perto. Quer que ele finalmente me note e veja o quanto gosto dele.  
Estou em cima do muro, eu sei. Mas sou muito cabeça dura e não consigo acreditar que sinto tanto amor por ele. Ele, que eu até odiava no passado. Como os sentimentos mudaram tanto, e em tão pouco tempo?
Se ele me ouvisse agora, eu diria umas simples palavras: わたしは、あなたを愛しています! 
Desaparecer. Posso? 

sexta-feira, abril 30, 2010

Neve


Luto contra a preguiça e vou em direção à janela.
Lá fora a neve cai sem cessar, dançando junto com o vento gelado. Por dentro, é como se eu estivesse naquela neve, com muito frio, insegurança e muito medo.
O telefona na escrivaninha ao lado da cama está silencioso.
Nenhuma ligação. Nada.
O café quente com biscoitos está da mesma forma que foi deixado à horas. Intocável.
Sem mais nenhuma esperança de ele dar algum sinal de vida no outro lado da linha, volto para minha cama desarrumada, porém, aconchegante.
Em uma tentantiva em vão de pegar no sono, lágrimas escorrem pelos meus olhos em um movimento involuntário.
Não, ele não virá, de novo.

terça-feira, março 23, 2010

Civilização?


Começou ontem, como todos sabem, o tão esperado julgamento do casal Nardoni. Dois anos atrás o caso mobilizou a todos.
Vendo algumas imagens e acompanhando pelos jornais, me emociono ao ver Ana Carolina Oliveira dando seu depoimento. Provoca arrepio ao ver o casal Nardoni no julgamento. Sinto algo indescritível ao ver os advogados de defesa.
É impossível entender o motivo pela qual um pai, joga sua filha do sexto andar. É inaceitável. Choca. Atordoa.
O que leva uma pessoa a fazer isso?
E não me refiro apenas a esse caso, nem apenas aos escolhidos pela mídia, mas a todos esses que estão no final de página de um jornal qualquer, que não deixam de ser menos brutais do que esse com Isabella.
Espero, realmente, que a justiça seja feita, pelo menos dessa vez. Mas se isso não acontecer, eles, com certeza, vão sempre ter esse peso na consciência de ter roubado a vida de um inocente.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Um desejo

Guardei. Decidi guardar tudo que me lembra ele. Cada beijo, cada abraço e momento que não tem mais volta, que faz parte do passado.
Está tudo lá, no fundo do baú, bem guardado em algum lugar dentro de um pedaço da alma. Involuntariamente, as coisas boas daquela época também foram junto. Mas agora é vida nova, sentimentos novos e rotina nova. Quero um pouco mais de tudo.
Mas, sem querer, teve um problema. De tudo isso que decidi esquecer, restou uma coisa: a saudade. Juro que tentei de todas as formas escondê-la por entre as lembranças que guardei, mas não deu. Ela é mais forte que meu desejo imenso de esquecer. É mais forte que eu. Acabou sendo minha exceção.

terça-feira, janeiro 19, 2010

Duas vidas; dois destinos diferentes

Relato dela:

- Sei que não fui feita para desfrutar da felicidade. Sei também que minha vida não é o que as pessoas querem, é uma fonte de tristeza e desconforto.
Meu passado, presente e futuro é estar só. Não sei porque as coisas tomaram esse rumo, mas não podem ser mudadas e é só agora que compreendo.
Tentei mudar minha vida esses dias. Deixei que ele se aproximasse e me tocasse. Simplesmente deixei.
Lá no fundo eu tinha uma esperança de que meu futuro não fosse ficar sozinha, mas sim, com ele.
Me enganei novamente.
Depois de dois dias vi que não daria certo. Pensei que ele pudesse, de alguma forma, mudar meu destino. Pensei também que o amor fosse mais forte. Mas não foi.
Eu queria apenas tentar viver a vida que sempre sonhei. Por que isso era tão difícil?
Teve uma razão pra eu me afastar em especial; não podia arrastá-lo junto comigo pro meu buraco, ela não merecia ter a mesma vida que tenho.
Desse modo, decidi me afastar, mas não pense que foi fácil. Foi horrível.
Mas eu torço, de coração, que ele me esqueça sem sofrer.

***

Relato dele:

- Sempre a observava de longe.
Desde o primeiro momento senti que ela era especial. Diferente também, sem dúvida.
Nunca a via acompanhada, sempre só.
Gosto do seu rosto. Tão delicado que parece ser o de uma boneca de porcelana. A pele branca e seus lábios avermelhados e carnudos me hipnotizaram.
Mas ela era tão difícil e misteriosa que comecei a perder as esperanças. Até que um dia ela resolveu me dar uma chance e, confesso, foi o dia mais feliz da minha vida. Quando finalmente pude beijá-la, o beijo foi tão intenso que me apaixonei perdidamente.
Tentei ser o melhor, mas acho que não foi o bastante.
Ela se afastou de tal forma que não pude encontrá-la.Só quero que ela seja feliz comigo e que possa sorrir de vez em quando.
Tentei ligar, mas foi em vão, ela simplesmente disse que seria melhor assim. Mas não é.
Eu a amava e creio que ainda a amo.
Ainda não compreendo o que fiz de errado.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Insuportável


Eu te avisei. Não, não diga que não falei nada. Eu te avisei incontáveis vezes, mas você nunca me ouviu de verdade, parecia estar em outro mundo, fazendo qualquer coisa menos me ouvindo. E agora está aí, completamente depressiva, sem saber o que fazer. Conheço bem dessas histórias, querida. Primeiro vem a euforia, a felicidade e você pensa que vai dar tudo certo, afinal, estar apaixonada é a melhor coisa. Era isso que você pensava, não era?
E depois, quando tudo termina, seu mundo desaba. Você sente uma dor insuportável, e tenta fugir de tudo e de todos. Ok, eu sei que a culpa não é sua, a vida prega essas peças conosco e todo mundo sempre fala do lado bom de se apaixonar, mas sabe qual é o segredo? Saber contornar os erros e seguir em frente. Sim, é isso.
Não escreva em seu diário agora, não agora que você está triste. Sabe porque? É porque você vai escrever as coisas mais tristes e melancólicas que encontrar. Sinto falta do teu sorriso, da tua gargalhada despreocupada e alegre. Não, não volte ao passado. concentre-se no presente e olhe pra mim. Tem tanta coisa linda lá fora, tanta criança feliz. Não, por favor, larga esse diário e vamos sair daqui. Não quero ver você triste assim, não aqui e nem hoje.