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quarta-feira, julho 27, 2011

não há vagas

Enfim, terminei. Cada pedacinho do meu coração fechou para férias. Lembro de uma vez ter visto na Argentina um Casino fechado para férias e achei meio inútil, mas aquela cena jamais saiu da minha cabeça. Agora, como que por impulso, fiz o mesmo. Ele saiu de férias e não tem pretensão de voltar tão cedo. Porque ele cansou de ser chicoteado feito um escravo do tempo da Escravidão. Ele já estava farto e me implorava para prestar atenção nele e o ouvisse. E foi isso que acabei de fazer. Ele estava dilacerado, tadinho, e foi só agora que o percebi, quietinho, quase parando de tanta surra. Tudo culpa minha, culpa do meu orgulho e da minha insensatez. Babaca. Sim, fui uma tremenda babaca em pensar que ele ia curar-se sozinho, sem ficar com nenhuma cicatriz ou marca maior. Ele devia ter me forçado a ser mais racional. Ou emotiva, sei lá. Mas que fizesse isso enquanto era tempo, enquanto talvez ele ainda estivesse vivo para outra. Mas não, acho que agora, definitivamente, ele cansou. E porque teria sido diferente? Todos que tiveram ele, pra quem eu dei meu coração sem pensar e achando que iriam cuidar tão bem dele como minha mãe enquanto eu era pequena - todos eles, covardes, deixaram uma marquinha pequenininha de dor que foi aumentando tanto com o tempo que não pude evitar repará-lo todo dilacerado e triste. Aliás, não sorrio mais, nem um sorrisinho amarelo e isso acaba sendo involuntário... Mas acabou e eu cansei. Porque tudo que é demais cansa e eu acordei assustada com os buracos no meio dele. Assustada comigo. Assustada com o mundo. Quero me recolher, entende? Quero ir para uma ilha deserta e curtir... me curtir. porque isso é uma coisa que não faço à um bom e longo tempo.

"Aprenda uma coisa: Se a vida tá te batendo tanto, é porque tu aguenta, é porque tu é forte."
 
 
ps: dedico este post à Yasmin, do blog Bom Dia Sophia. Seja forte, querida. Para o que precisar eu estou aqui. =)

terça-feira, setembro 28, 2010

Siga, não olhe para trás

Reclamar que choveu quando você ia sair, que tudo está um tédio, que a vida é uma droga e blablablá. Tudo isso é fácil. Reclamar de qualquer coisa é fácil. Não só fácil, mas também é mais cômodo, confortante até certo ponto. Tudo que você faz, na maior parte da sua vida, é reclamar. Você, eu, todo mundo faz isso. Mas por quê? Porque simplesmente não seguimos nosso caminho sem reclamar ou deixar de fazer algum comentário desnecessário?
Admiro as pessoas que reclamam, mas que erguem a cabeça pra seguir em frente. Encaram os fatos. Se arriscam. Quem faz isso não só é confiante, como é determinado. Parece que sempre tem uma solução, um furo pra sair da enrascada. Talvez não pareça, talvez exista e eu é que não sei enxergar. Toda a minha admiração para pessoas assim.
Eu não, sou feita de inseguranças, medos e angústias. Tenho medo de dar um passo sozinha. Caminhar na chuva então, nunca! Tenho medo de me molhar. De me expor à desafios novos. Enfim, uma instável.
Entre idas e vindas me resumo feliz. Entre altos e baixos me resumo equilibrada. Sendo assim, tá na cara e não tem pane: ando meio mal mas vou sair dessa.

O mundo já caiu, baby, só nos resta dançar sobre os destroços.

domingo, junho 20, 2010

Bem melhor

Hoje ela acordou bem. Diria até que bem melhor do que sempre pensou que acordaria um dia.
Não teve nenhum olhar furtivo para o telefone. Muito menos se preocupou em checar a secretária eletrônica. Hoje merecia ser um dia diferente. Sem olhares tristes para fora, sem arrependimentos.
Mesmo tendo um trabalho interminável da faculdade para terminar até quarta-feira, ela se sentia nova, inconfundível com quem estava sendo dias atrás. Uma felicidade a cativou sem pedir licença. E ela agradeceu esta visita tão esperada e inesperada ao mesmo tempo. Ela não cogitou duas opções. Somente uma: ela. Afinal, ela está um tanto cansada de escolher a opção ele. O incômodo não a tocou desta vez. Nada a tocou, somente uma brisa aconchegante vindo da janela, junto com os gostosos raios de sol.
Sim, hoje ela está bem, obrigada.

quinta-feira, maio 13, 2010

Aproveite


(...) Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos.
Tudo perda de tempo.
Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo.
O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia.

(trecho de Divã - Martha Medeiros)

A vida não é parar ser vivida mais ou menos, e sim, intensamente. Então não tenha medo de arriscar ou de não fazer algo para manter o status social.
Não viva pela metade. A vida é uma só e o tempo não espera.